ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 30/06/2021
Segundo Antoine de Saint-exupéry, autor do Pequeno Príncipe: “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar”, tal reflexão mostra que o ser humano só é capaz de realizar processos cognitivos após ter aprendido sobre ele. Essa ideia da literatura traz pra realidade o fato de que a empatia deve ser ensinada, assim como mudanças comportamentais no modo de vida egoísta contemporâneo.
Inicialmente é preciso compreender que o imediatismo e o consumismo são comportamentos que desumanizam o outro. Dessa forma geram individualismo e consequentemente falta de identificação com o próximo. Isso porquê, as atribulações e a concorrência do mercado de trabalho fazem com que eles sejam cada vez mais egocêntricos. Por conseguinte, o acolhimento ao próximo é desenvolvido em último plano. Prova disso é uma pesquisa realizada pela Folha de São Paulo, a qual mostra que por volta de 70% dos brasileiros, quando questionados isoladamente, dizem que o mais importante é o seu bem estar individual, em detrimento ao da sociedade. Esse fato revela que a empatia não faz parte do povo tupiniquim, contrariando assim o máxima que a “sociedade do samba é solicita e acolhedora”.
Cabe, ainda, observar que o ser humano, enquanto animal, é individualista, como já mencionado pelo filosófo Thomas Hobbes: “o homem é lobo do própio homem”. Dessa forma, o “bicho” homem deve ser educado a ter identificação com o próximo. Prova disso foi a revolução social que aconteceu dentro da revolução industrial do século dezoito, a qual conseguiu inúmeras mudaças sociais como: padronização do horário de trabalho, aumento de salários e extinção do serviço de crianças. Tais mudanças foram conquistadas por meio de luta e instrução do patronato e do proletariado, que só assim se consientizaram que o respeito ao próximo era uma necessidade preemente para a sociedade.
Dessa forma, conclui-se que, para acabar com a falta de empatia no Brasil é preciso realizar uma cinergia entre governo e sociedade para que a mudança seja efetiva. Dessa maneira, o governo federal, por meio do ministério da educação, deve captanear mudanças curriculares no centros educacionais do país. Essas ações devem focar em desenvolver o acolhimento, a compreensão e a afinidade da criança e do adolescente por meio de aulas que primem por desenvolver o lado humano e não apenas a capacidade “bancária” de decorar fómulas e datas, como dito pelo pedagogo Paulo Freire. Somado a isso, a família deve conduzir a educação dos seus jovens de maneira socialmente harmônica, de forma que valores como ética, aceitação, tolerância; e claro, empatia sejam um exercício da educação cotidiana familiar. Assim sendo, no futuro será possível exigir do brasileiro empatia, pois ele terá para dar.