ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 03/07/2021
“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Ainda que a frase de Jean-Paul Sartré, notório pensador de origem francesa, esteja dotada de razão, na sociedade brasileira, hodiernamente, a presença da agressão, seja física ou psicológica, continua presente. Tais fatos demarcam como a falta de empatia nas relações sociais é algo acentuado em nosso país, o que traz consigo, como consequência, não só a formação de um povo que preza o individualismo, como também o aumento dos índices de discriminação e racismo.
Em primeira instância, vale ressaltar como o egoísmo é um dos pilares que moldam o cidadão na atualidade. De acordo com Tomás de Aquino, renomado filósofo italiano, quando o indivíduo ama demais a si mesmo, tende a causar o mal para os outros. Em consonância com o pensamento do intelectual europeu, a partir do instante em que a população é formada por pessoas narcisistas, o amor ao próximo e a solidariedade tornam-se virtudes raras e o egocentrismo surge como o fator angular que determina as medíocres interações sociais.
Em segundo lugar, a carência de atitude empáticas atinge também o âmbito racial e discriminatório. Segundo Thomas Hobbes, grande teórico político inglês, o homem é o maior inimigo do próprio homem. Analogamente à pespectiva do escritor britânico, nossa sociedade é impregnada por seres humanos racistas e preconceituosos que, por não defenderem ações solidárias e compassivas, prejudicam terceiros e segregam os cidadãos já estigmatizados em nosso Estado.
Depreende-se, portanto, a necessidade do governo, por meio de uma parceria com ONGs de carácter educacional, elaborar programas de socialização entre os jovens brasileiros, especificamente de 7 anos a 17 anos, a fim de termos uma comunidade conhecida pela inclusão social e não por sua estratificação. Ademais, cabe ao povo do Brasil a propagação de condutas solidárias, para que ditos como os de Jean-Paul Sartré, Tomás de Aquino e Thomas Hobbes sirvam um guia para a prosperidade.