ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/10/2021
Na segunda Guerra Mundial uma parte específica da população alemã, como negros, judeus,deficientes, LGBTs, foram colocados em campos de concentrações e eram explorados, torturados e mortos, com a justificativa de serem uma mancha para uma população perfeita. Com essa abordagem o fato histórico retrata a falta de empatia nas relações sociais. Dessa forma, vale analisar o preconceito e a falta de respeito, fatos que atrapalham a convivência harmônica.
Em primeira análise, observa-se o preconceito racial sobre alguns grupos, colaborando com a falta de empatia.Nesse sentido, é oportuno analisar o imperialismo sobre a África que foi explicado como uma missão civilizadora, colocando os africanos como inferiores aos europeus por serem pretos e praticarem crenças diferentes, fazendo de tal fato uma escravidão física e psicológica. Tal processo histórico construiu um forte preconceito racial e levou tal grupo a marginalização, diminuindo assim as oportunidades de uma vida melhor.
Em segunda análise, nota-se o neglegenciamento da preferência do outro sobre si mesmo. Desse modo, faz-se oportuno analisar a série “Sex Education”, a qual retrata Kal, uma pessoa que não se encaixo no gênero masculino ou feminino, mas que é frequentemente questionada pela diretora que não aceita sua preferência e tenta impor o gênero feminino a Kal. Fora da ficção a realidade é semelhante, uma vez que pessoas não binárias são desrespeitadas a todos os momentos, como a proibição ou o não uso da linguagem neutra, sendo ainda um tabu e retratando, evidentemente, a falta de empatia da sociedade.
Portanto, depreede-se a necessidade da mídia abordar mais sobre as minorias- mostrando não somente os problemas atuais, como também os traços históricos da formação do preconceito- por meio de novelas, séries, filmes e documentários, em canal aberto e horário nobre, fazendo de tal assunto mais acessível. Se tais medidas forem tomadas, o Brasil poderá se orgulhar de ter combatido a falta de empatia social retratada ao longo da hitória, como no holocausto.