ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 09/07/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Tal prerogativa torna-se evidente ao se observar o caráter social indiferente entre a população. É notório que essa imprescinbilidade não tem sido considerada no Brasil. Sabendo disso, pode-se afirmar que a naturalidade como a situação é tratada no país e a escassa abordagem do problema agravam essa situação.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a escassez de medidas governamentais para combater essa indiferença. Nesse sentido, pode-se perceber que cada vez mais situações como violência, preconceitos e injustiças, por exemplo, continuem a aumentar de forma desordenada. Essa conjuntura, segundo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a dignidade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a naturalidade como a situação é tratada como impulsionador dessa falta de empatia no Brasil. Segundo dados recentes, em mais da metade dos estados brasileiros ocorrem discriminações tendo como base a raça do indivíduo como principal motivo. Diante de tal exposto, é visível a progressão de tal estado ao longo dos anos, caso medidas de controle não sejam tomadas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necesidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio de atividades comunitárias, busque unir a população com objetivo de interagir e compreender o outro. Assim, se conosolidará uma sociedade mais consciente, em que o estado desempenharia corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.