ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/07/2021
No romance realista “Quincas Borba”, Machado de Assis deixa claro que todos os amigos, que Rubião tem ao longo da vida, só estavam interessados na riqueza do protagonista. Nesse sentido, o escritor revela que todas as relações sociais são movidas por interesses próprios. Assim como no livro, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é uma realidade e tem como principal causa a tamanha desigualdade social do país e a inexistência de discussões sobre o assunto.
Em primeiro lugar, a empatia é um comportamento que exige ser ensinado ao longo de toda a vida do indivíduo. Desse modo, é evidente a importância que a educação tem sobre o tema, haja vista que, através de discussões, a empatia deve ser ensinada do mesmo modo que as disciplinas padrões escolares. Infelizmente, tais debates são raros na sociedade brasileira, o que evidencia o descaso do estado com o tema.
Além disso, outro fator, que impede a empatia nas relações sociais, é a condição miserável que vive grande parcela da população brasileira. Graciliano Ramos, no romance “Angústia”, demostra como as condições sociais que vive o indivíduo oprimem seu psicológico. Nesse óptica, do mesmo modo que Luís, protagonista do livro, a população mais pobre do Brasil necessita de um instinto individualista para garantir sua sobrevivência, eliminando, assim, a epatia de seu costume.
Em suma, está exposto a necessidade de reverter tal situação. Para isso, o Ministério da Educação deve tornar a empatia um tema popular, por meio de discussões sobre o assunto no ambiente escolar, com a finalidade de ensinar a população a necessidade do pensar com o outro. Somente assim, diria Machado de Assis, as relações sociais estarão livres dos interesses individuaís.