ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 06/08/2024
Em “Modernidade e Holocausto”, do filósofo Zygmunt Baumann, há a busca por explicitar as causas para o acontecimento da shoah (o Holocausto judeu), e dentre as principais, destaca-se o processo de desumanização que resultou em uma total falta de empatia para com o povo semita. Para além da Alemanhã nazista, essa cruel situação de indiferença está presente no território nacional. Com efeito, visando a solução para a carência de alteridade, há de se debater o comportamento social, bem como o resultado, o agravamento de situações de violência.
Diante desse cenário, uma das marcas da forma de agir atuais é responsável direta pela falta de empatia. Isso pois, como explicita o sociólogo Georg Simmel, a população contemporânea desenvolveu uma “atitude blasé” como forma de resistir aos diversos estímulos da sociedade, ou seja, a formação de um comportamento de apatia frente aos problemas alheios. Assim, essa maneira de relacionar-se é a causa primordial para o desenvolvimento de uma falta de empatia na sociedade contemporânea, pois as dificuldades dos outros são vistas com desinteresse e apatia. Logo, essa “atitude blasé” é o cerne da indiferença.
Ademais, a falta de alteridade resulta na desumanização e agravamento das violências em território nacional. Uma vez que, a diminuição da empatia gera um distanciamento entre indivíduos, pois corta a possibilidade de um vínculo de compreensão, e por isso abre espaços para a agressão de alguém que não seja um igual. Tal perspectiva, pode ser comprovada através de dados sobre a violência no Brasil, que demonstram a massiva presença de crimes de ódio em todo o território nacional. Logo, a indiferença nos relacionamentos impacta na diminuição dos relacionamentos pacíficos.
Portanto, visando a reversão da atual situação dos relacionamentos em teritório nacional é necessário uma medida. Para isso, o Poder Executivo, na figura do Ministério da Educação, deve promover a criação de laços sociais, por meio do fomento à atividades nas escolas que estimulem a alteridade, e reuniões com os pais para que estimulem esse comportamento dentro de caso, a fim de reverter a situação de indiferença no Brasil.