ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 14/07/2021
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na questão da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, que frequentemente se exterioriza em crimes de ódio, uma realidade cruel que extermina a dignidade e os direitos das vítimas. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na falta de informação e no silenciamento.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a falta de informação. Durkheim afirma que “o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido”. Porém, muitas pessoas ainda desconhecem a realidade da falta de empatia nas relações sociais, visto que, segundo a ONG Words Heal the World, no ano de 2018, 70% dos crismes de ódio registrado pela polícia brasileira foram motivados por preconceito racial, e é evidente que poucos indivíduos concernem com a transgressão alarmante. Assim, é preciso trabalhar para combater a falta de empatia e conhecimento sobre o problema para poder superá-lo.
Além disso, é pertinente apontar que o silenciamento ainda é um grade impasse na resolução da problemática. Segundo Martin Luter King, “o que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. De fato, a um silenciamento instaurado na questão da falta de empatia nas relações sociais, uma vez que, mulheres são vítimas de agressão física todos os dias no Brasil, e é preciso responsabilizar a população, que se cala diante do dos fatos. Diante disso, urge reverter essa apatia social em que a sociedade se encontra.
Portanto, nota-se um problema que carece de intervenção. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, por meio de tutoriais com orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada com uma “hashtag” para atinge mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de informação presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.