ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 02/08/2021

De acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos são iguais perante a lei, independente de raça, gênero e origem. No entanto, este conceito não é observado na prática, pois aumentou demasiadamente nos últimos anos, o número dos crimes de ódio cometidos no Brasil, ou seja, pessoas estão cometendo esses crimes apenas porque alguém é diferente delas. Isso ocorre pela falta de empatia na relações sociais, pois os indivíduos não buscam entender uns aos outros, mas sim excluir do convívio por um pré julgamento. Nesse prisma, vê-se que, a falta dessa atitude precisa ser suprida, e o que faz tal situação perdurar são a escassez de  diálogo sobre o assunto e a cultura do individualismo

Primeiramente, sabe-se que a falta de conversas sobre empatia contribui para a persistência do impasse. Desse modo, a série “Anne with an E” relata a vida de Anne num lugar em que os habitantes não sabiam o que é empatia, e, por isso, viviam em um ambiente de preconceito e violência. Nesse contexto, a menina se incomodou profundamente com a situação, e, prontamente, começou a falar com as pessoas sobre tal atitude. Em consequência disso, aos poucos aquela população se tornou empatica, diminuindo as injustiças que ocorriam. Analogamente, o Brasil não vive essa realidade porque as pessoas creem que a empatia é um tema que não necessita de voz, porém, a situação da série mostrou o contrário. Destarte, o país precisa investir em meios para incentivar a população a praticar essa virtude, e, sendo assim, amenizar a ocorrência dos crimes de ódio.

Ademais, a cultura do individualismo também provoca a falta de empatia. Segundo a teoria “Sociedade do espetáculo” de Guy Debord, vivemos numa sociedade na qual só se preza aquilo que a mídia expõe. Nessa lógica, no século atual, o que a imprensa mais evidencia é o exercício do olhar voltado para si, em que os indivíduos devem se amar sem olhar para quem está ao lado, o que contribui, por sua vez, para a escassez da virtude de se colocar no lugar ou outro. Dessa maneira, a sociedade pensa que se a pessoa olhar para o outro, perderá a capacidade de cuidar de seus problemas, resultando assim, na perseverança do impasse. Por essa razão, é preciso romper com o costume do individualismo.

Logo, medidas são necessárias para amenizar a questão da falta de empatia no Brasil. Nesse seguimento, o Ministério da Educação -responsável pela gestão dos sistemas educacionais do país- deve criar um programa de conversa sobre o tema , por meio de palestras nas escolas, afim de incentivar alunos, pais e funcionários do colégio a praticarem a empatia, e, consequentemente, diminuir os casos de exclusão social devido ao julgamento precoce. Já as mídias, devem criar campanhas de motivação ao rompimento da cultura do individualismo, para amenizar os impactos desse mal costume. Dessa forma, a empatia se tornará um hábito diário.