ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/07/2021

No ano de 2020, o mundo foi assolado por uma pandemia, que até o ano de 2021 não chegou ao fim. Segundo um consórcio formado por jornais brasileiros, entre eles, Folha de São Paulo e O Globo, já ocorreram mais de 520 mil óbitos, apenas no Brasil, devido à pandemia. Ainda diante de um cenário tão dantesco, houve casos públicos de désdem com o sofrimento alhei: o presidente da república, Jair Bolsonaro, ao ter sua opinião sobre o número de vítimas questionada por um jornalista respondeu “e daí, quer que eu faça o quê?”. De bases gregas, a democracia é um sistema político em que o povo escolhe livremente seus líderes para respresentá-lo. Frente a uma fala ofensiva como essa surge um questionamento: sendo o sistema representativo brasileiro a democracia, essa fala expressa o interesse, sentimento ou a opinião da maioria da população? Buscar combater o sentimento de ódio é um importante passo na direção de uma sociedade com mais respeito pelo sentimento de outrém.

No período histórico da Idade Moderna, a instituição religiosa Igreja Católica criou o tribunal do Santo Ofício, prerrogativa para perseguir e matar seus críticos, chamados de héreges. De raízes europeiais, esse tribunal também esteve presente no “Novo Mundo”, sempre com a anunência do Estado à época. Este tribunal foi extinto a mais de dois séculos, apesar disso a maldita herança colonial ainda encontra terreno fértil para crescer na sociedade brasileira.

Frente ao exposto, conclui-se que a falta de consideração e respeito pelos sentimentos de outra pessoa decorre do início da formação do Brasil, ainda hoje essa cultura de ódio ofende e agride.

Sendo assim, é imperativo, para construir uma sociedade consciente do seu passado e com sentimento de empatia e respeito ao próximo, que o Ministério da Educação estruture o curriculo escolar para que, logo nas primeiras séries escolares, seja trabalhada em sala de aula o respeito com as pessoas e, principalmente, o respeito aos direitos individuais de cada um. Desse modo, as próximas gerações podem libertar o Brasil do fardo colonial do ódio e da perseguição as minorias, havendo de formar uma sociedade mais empática.