ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/07/2021

“…Nos deram espelhos e vimos um mundo doente”. Tal verso da música “Índios” da banda Legião Urbana, faz paridade com a problemática da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, uma vez que o cenário atual está pautado no ato imediato e superficial da conveniência entre as relações sociais. De fato, uma mazela irrigada pela mídia capitalista e uma sociedade inerte.

Nessa dimensão, o âmbito midiático fomenta na coletividade uma psique imediatista, que agrava o dilema. Não raro, a grande massa publicitária corrobora para o consumismo pautado apenas no quesito possuir, sem denotar o real valor dos objetos, o que reflete no convívio entre os indivíduos. Conforme o filósofo Guy Debord, em sua obra “Sociedade do Espetáculo”, mostra a manipulação dos veículos de comunicação sobre a vida das pessoas, pensamento esse que vislumbra na contemporaneidade a ideia de egoísmo. Ora, se a imprensa não instruir alerta, o efeito paira no comportamento coletivo.

Ademais, a falta de concepções plenas no meio social sobre compreensão para com o próximo, agrava esse hiato. De acordo com o livro “Raízes do Brasil”, do autor Sérgio Buarque de Holanda, afirma que o brasileiro tem o Estado como um pai, atrelando ao mesmo total responsabilidade político-social, isentando-se do seu dever enquanto corpo civil. Embora, exista a necessidade de trabalho conjunto para que a carência empática seja suprida. Dessa forma, é essencial uma mudança de conduta.

É significativo, portanto, medidas para mitigar o infortúnio da falta de empatia nas relações da sociedade brasileira. Logo, torna-se fulcral que a mídia promova um debate, por meio de campanhas com profissionais adequados, alerte sobre a importância da compreensão sobre às diversidades nos setores sociais, a fim de minorar a questão. Outrossim, o Poder Público deve investir em Centros de Apoio nas escolas e através de profissionais capacitados promover projetos que visem estimular a empatia, com propósito de relações mais humanizadas. Assim, os espelhos da música “Índios” mostrará uma realidade curada.