ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 25/07/2021
De acordo com o filósofo francês Jean Paul Sartre, ‘‘o homem está condenado a ser livre’’, sendo responsável por suas ações e consequências enquanto ser social. Entretanto, nem sempre fatores importantes para a vida em sociedade, como a empatia, são colocados em prática pelos cidadãos, fazendo com que o sofrimento do próximo não seja visto da maneira com que deveria, aumentando o sofrimento e a sensação de desamparo a quem é vítima de injustiça.
Em primeira análise, faz-se necessário entender o contexto histórico da formação do Brasil, já marcado por interesses particulares por parte dos colonizadores, sem levar em conta a situação dos nativos e escravos, grupos cujo o dia a dia marcava-se por muito sofrimento e maus tratos. A partir de então, a apatia em relação ao sofrimento do próximo continuou acontecendo, de maneira que tal atitude se tornou normalizada e continua gerando casos de intolerância e preconceito, sem levar em conta a opinião e os sentimentos de quem está sendo vítima dessa situação.
Bem como o contexto histórico e social, dados comprovam que é comum a intolerância e falta de empatia no Brasil. De acordo com o site ‘‘Gênero Número’’, em 2018, o preconceito por questões de gênero abrangeu todos os estados do país, bem como por questões de raça, orientação sexual, etc., demonstrando que muitas pessoas não refletem a respeito do bem-estar e empatia ao próximo, atacando com base em senso comum e princípios pessoais. Essas situações geram consequências como traumas a quem está sendo vítima, e o sentimento de que não se pode procurar a ajuda necessária, devido ao pensamento de que seu sofrimento não será levado em consideração, dificultando as relações sociais.
Diante dos fatos citados, é necessário que sejam criadas medidas pelas instituições públicas a respeito da reflexão sobre empatia na população. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve realizar, através das mídias sociais, campanhas que incentivem a família a discutir com as crianças a respeito da importância de se colocar no lugar do próximo e como ajudar em situações de de vulnerabilidade, para que se prenivam casos com falta de empatia. Também devem-se criar leis mais rígidas, por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que se apliquem aos autores de crimes de intolerância, promovendo a justiça em situações mais graves e sem empatia com o próximo.