ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 30/07/2021

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Essa vísão, no entanto, não é efetivada em território nacional, posto que as relações sociais são cada vez mais impactadas pela falta de empatia. Isso ocorre, sobretudo, devido a influência familiar e a falha no sistema educacional acerca da construção de indivíduos com habilidades empáticas. Desse modo, é evidente a premência de sanar a problemática em questão.

Primeiramente, é fulcral reconhecer que a família é a principal formadora do pensamento individual. A respeito disso, é válido rememorar a ideia ligada ao sociólogo Talcott Parsons, a qual relaciona a atuação do indivíduo na sociedade a formação inicial proporcionada pelos familiares. Nesse sentido, é transparente que, ao ser exposto a cultura individualista transmitida a partir do meio familiar, o ser tem sua mentalidade influenciada pelo mesmo. Assim, partindo da perspectiva parsoniana, é preciso responsabilizar a família pela escassez de empatia nas relações sociais brasileiras.

Ademais, sabe-se que, no ambiente escolar, existe uma lacuna de incentivo a interações interpessoais mais empáticas. Nesse viés, é mister ressaltar o pensamento do filósofo Paulo Freire quanto à educação, pois ele acredita que esta é a chave para a mudança da sociedade. A par desse raciocínio, é possível constatar que a carência de práticas reflectivas sobre os sentimentos e motivações alheios agravam, ainda mais, o individualismo presente nas relações hodiernas. Logo, é notória a necessidade de educar o corpo social brasileiro para que essa conjuntura seja atenuada.

Urge, portanto, que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Cidadania deve criar a “Semana da Família”, por meio de um evento com palestras de assistentes sociais, a fim de divulgar a importância da atuação da família no combate a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa para chegar a mais casas brasileiras. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falha educacional presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.