ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 02/08/2021

O livro “O Ódio Que Você Semeia" escrito por Angie Thomas, conta a história de uma menina negra da periferia que vive em uma sociedade racista e violenta, e ela foi ensinada desde pequena sobre o mundo em que vive e tenta a cada dia sobreviver. Fora da ficção, nota-se uma realidade parecida, uma vez que as pessoas não têm empatia umas pelas outras. Ao refletir a respeito da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude da fragilidade das relações nos dias atuais, o que acarreta em muitos crimes de ódio, como a transfobia. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber que o Brasil sofre as consequências dos longos anos de escravidão. Diante disso, percebe-se, de acordo com o filósofo Bauman, a liquefação das relações, isto é, os relacionamentos estão fracos e cada vez mais superficiais. Em paralelo, o sociólogo Jessé Souza disserta no livro “Subcidadania Brasileira” sobre os reflexos da escravidão nos dias atuais, pois desde então há uma enfase na humulhão e superficialidade dos vinculos na sociedade. Em suma, a crescente instabilidade das relações acarretam no aumento dos crimes de ódio no país.

Desse modo, observa-se que cada vez mais as minorias estão sofrendo contra o preconceito. À vista disso, segundo o Jornal G1 o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Seguindo essa linha de pensamento, o preconceito infundado gera diversos percalços na vida dessas pessoas, como por exemplo: a falta de emprego e exclusão social. Logo, é necessário se voltar para tais minorias como pessoas e com empatia.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate os reflexos da escravidão e da liquefação dos vinculos no Brasil, assim os preconceitos enraizados. Destarte, faz-se imprescindível que ONGs, desenvolvam programas para pessoas transexuais, de modo a disponibilizar cursos e terapia gratuita, assim poderiam ser inseridos no mercado de trabalho e disponibilizar ajuda para superar o preconceito que vivem diariamente, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante, como no livro “O Ódio Que Você Semeia”.