ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/08/2021

George Simmels, grande sociólogo alemão, em sua teoria, defende que a indiferença social se faz fortemente presente na sociedade. Análogo à isso, é cabível afirmar que essa desigualdade, infelizmente existente no Brasil, fomenta para a falta de humanidade nas pessoas. Sendo assim, é imperioso destacar o legado histórico e a celeridade da vida moderna como um dos fatores responsáveis pela não empatia nas relações sociais.

Sob tal óptica, segundo Nelson Mandela, a educação é a maior arma para transformar o mundo. Entretanto, o sistema de ensino brasileiro é desigual e, vergonhosamente, permenece assim desde o século XVIII. Essa desigualdade vem de um legado histórico que carece de empatia em suas relações. Nesse sentido, isso pode ser comprovado pois a qualidade de ensino e cultura, em sua maioria, são restritos à elite que mantém as maiores rendas financeiras. Logo, essa “elite” torna-se etnocêntrica, uma vez que cria-se o segregacionismo entre as classes mais favorecidas contra a minoria da sociedade. Consequentemente, as interações sociais no Brasil tem se tornado cada vez mais limitada, pois é descartado seus ideais de ajudar o próximo e ser empático, contribuindo para essa limitação.

Diante desse cenário negativo, alude-se ao filósofo Francis Bacon, que, de acordo com ele, o comportamento é contagioso, tornando-se enraizado à medida que se reproduz. À luz dessa ideia, é correto afirmar que a celeridade da vida moderna contribui para que o comportamente não empático esteja presente no país. Nessa conjuntura, grande parte do número de pessoas desempáticas é presente nas regiões brasileiras com maior índice econômico, pois a alta cobrança da sociedade em profissionalizar-se, estudar e trabalhar gera ao indivíduo um foco total para esse sistema capitalista, sendo ínfimo suas habilidades sociais.

Em virtude dos argumentos citados, a fim de que haja uma maior empatia nas relações sociais, é proposto que o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Cidadania criem projetos educacionais e culturais que garantam a socialização da sociedade, independente da classe social. Nesse aspecto, isso deve ser cirado através da administração por sociólogos especializados na área, para assim, garantir a inicialização da ideia nas regiões com maior índice econômico. Além disso, empresas/organizações podem participar desse investimento, com a possibilidade de incentivos fiscais do governo a fim de aumentar a parceria. Dessa forma, propõe-se que através dessas ações, a ideia do filósofo George Simmels não seja novamente uma realidade nas regiões do país.