ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 04/08/2021

O romance filosófico “Utopia” – criado pelo escritor inglês Thomas Morus no Século SXI – retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais ainda é um problema a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da insuficiência legislativa, mas também da falta de debates sobre o assunto em sala de aula. Desse modo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da coletividade.

Primeiramente, é essencial pontuar que o insuficiência legislativa deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. De acordo com o pensador/filósofo John Locke, o estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no atual cenário brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, indivíduos que cometem crime por ódio não tem suas devidas punições como, pagar multa, indenizações e sendo preso em alguns casos como o feminícidio. Em vista disso, fica evidente a ineficácia administrativa na resolução dessa situação maléfica.

Ademais, a carência de debates em sala de aula apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” e Helen Keller, “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a população cresce sem saber sobre o assunto, o que, consequentemente, quando mais velhos, acabam comentendo tais crimes por não saber que se trata de algo ruim para outra pessoa, ou seja, não se colocando no lugar do outro. Logo, tudo isso retarda a resolução o combate à falta de empatia nas relações sociais, já que a falta de debates contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em campanhas e palestras nas escolas, através de ensinamentos que o outro também é um ser humano, uma vez que tais campanhas começarão a fazer efeito com a finalidade dos jovens crescerem com a sabedoria de se colocar no lugar do outro como ser humano. reduzindo o falta de empatia em médio e longo prazo em nosso campo social.