ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 06/08/2021

“A angústia”, de Graciliano Ramos, é um livro que narra a história de Luís da Silva, o qual é apaixonado por Marina. Na trama, entretanto, ela acaba relacionando-se com Julião, que a abandona depois de engravidá-la. Assim como existe uma falta de empatia desse homem ao deixar a mulher grávida sozinha, hoje em dia as relações sociais no Brasil seguem o mesmo problema. Por isso, há de observar-se que a ganância do ser humano na história e também o capitalismo contribuem para esse empecilho.

Em primeiro lugar, cabe dizer que a falta de empatia do homem é algo histórico. Nesse sentido, a Guerra do Peloponeso, a qual ocorreu na Grécia Antiga, marcada pela luta entre as cidades de Atenas e de Esparta, ambas com interesse em obter a hegemonia do Mar Mediterrâneo, é um exemplo. Desse modo, desde os tempos mais antigos da história mundial, o ser humano é culpado por causar dor e, principalmente, mortes, tendo nenhuma compreensão sobre o próximo. Dessa forma, é visível que essa problemática não é atual e exige soluções que o corpo social clama há milênios.

Ademais, o avanço do capitalismo, com maior foco no século XVIII, contribuiu acentuadamente para a falta de empatia, a qual já havia desde a antiguidade. Segundo defende Karl Marx, o burguês, aquele que detém o meio de produção, pratica o “mais-valia” com o proletariado, ficando com a maior parte do lucro que este produziu. Nessa perspectiva, os valores burgueses expandiram por toda sociedade brasileira, os quais são marcados pelo egoísmo e o individualismo, tendo como, consequência, a ausência em entender o outro, contribuindo para um problema contemporâneo no Brasil.

Fica evidente, portanto, a urgência em resolver o impasse. Logo, urge que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, crie o programa “conheça seu amigo” o qual será mostrado diversas realidades vivenciadas no país e que deve ser implantado especialmente em órgãos de cultura – como o teatro e o cinema-, a fim de que as pessoas criem empatia. Assim sendo, nenhum Julião causará dor em alguma Marina na nação.