ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/08/2021
Durante a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, houve o estabelecimento do ideal de fraternidade entre os habitantes do país, a qual seria atingida pela boa convivência em sociedade. Entretanto, no atual contexto social brasileiro, ainda há a falta de empatia nas relações sociais, o que ocorre em decorrência da educação que não aborda a vida no corpo social, e dos preconceitos para com grupos minoritários.
De início, é válido ressaltar que atualmente as redes de ensino não estão preparando os jovens para a vida em comunidade, uma vez que há a falta de empatia no Brasil. No Entanto, segundo a LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as instituições educativas têm o dever de preparar os estudantes para a prática social, isto é, instruir como viver em sociedade, respeitando as diferenças e estabelecendo a consciência do respeito para com o outro. Por essa razão, é papel da educação transformar a socialização e garantir uma boa vivência cotidiana. Assim, é necessária uma melhor abordagem dessa temática para que haja um avanço nas interações saudáveis entre as pessoas.
Ademais, a descriminação para com as minorias também constitui uma afronta ao ideal de empatia, uma vez que há o desrespeito para com a existência de outros indivíduos. Nesse viés, segundo a filósofa brasileira Marcia Tiburi, o preconceito surge da falta de conhecimento da realidade de um determinado grupo, segregando essas pessoas por características não usuais ou pouco conhecidas pelo preconceituoso. Por isso, há o estabelecimento de ideias incoerentes com a realidade, o que causa a ruptura das relações sociais. Logo, é imprescindível a quebra das ideias preconcebidas como forma de garantir a empatia na atual sociedade.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a erradicação dessa problemática. Para isso, cabe às instituições de ensino, como responsáveis pela formação das crianças, abordar as relações de empatia na sociedade. Isso deve ser feito por intermédio de ações sociais periódicas que valorizem as interações com grupos diferentes, como idosos e necessitados, a fim de que possa haver um reconhecimento da situação do outro. Além disso, é dever do governo acabar com o preconceito. Essa ação deve ser realizada por meio de palestras, com a presença de especialistas no tema, a fim de trazer conhecimento e romper com a descriminação.