ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 11/08/2021
A empatia no Brasil e no Mundo !
O filme “O Poço” produzido pela Netflix mostra uma experiência social em que um grupo de pessoas é responsável por alimentar outra pessoa. Nessa situação crítica, embora a solução para o impasse seja considerar os outros, o jogador optou por ser egoísta. Ao mesmo tempo, devido a comportamentos prejudiciais radicados a cultura individualista moderna, persistem situações semelhantes de falta de empatia nas relações sociais brasileiras.
Em primeiro plano, o comportamento nocivo radical é, sem dúvida, o assunto do problema. O famoso historiador brasileiro Sergio Buarque de Holanda pode confirmar isso com sua obra “Raízes do Brasil”. Este estudioso acredita que a prática de longo prazo de permanecer na história do país se reflete diretamente no comportamento de hoje. Para melhor compreender, o autor enfatiza o problema da transformação da cultura patriarcal e da escravidão no atual chauvinismo e racismo masculinos. Infelizmente, nessa perspectiva, o argumento de Holanda é comprovado porque, conforme aponta o site Gênero Número, as principais motivações para crimes de ódio são o gênero e a cor da pele. Desta forma, a empatia nas relações brasileiras é suprimida e as instituições sociais são levadas a um estado de triste desprezo pelos outros.
Nesse contexto, a cultura individualista moderna é um agravante do problema. O famoso pensador israelense Yuval Noah Harari pode provar isso por meio de sua obra “Homo sapiens”. De acordo com o santo, qualquer civilização pensa e age de acordo com seu sistema de crenças. Nessa perspectiva, o autor enfatiza que vários problemas relacionados à marginalização social e às violações ambientais têm origem nos sistemas de crenças modernos, que superestimam os indivíduos a todo custo. Nesse sentido, como o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (OMS), infelizmente, a situação prevista por Harari se confirmou. Dessa forma, o contexto brasileiro atual se assemelha a um romance produzido pela Netflix no escuro.
Portanto, diante dos fatos apresentados, é urgente mudar esta terrível situação. Nesse contexto, o Ministério da Cidadania deve trabalhar com a grande mídia para reduzir o impacto de comportamentos arraigados e crenças individualistas nas relações interpessoais por meio de campanhas publicitárias educativas, visando fazer com que as pessoas entendam os malefícios da cooperação com os vizinhos e do individualismo e aversão. Fortalecer a empatia em a comunidade. Só assim as cenas-chave apresentadas em “O Poço” se tornarão realidade.