ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 10/08/2021
O mito da Caverna, narrado por Platão, filósofo grego, consistia em expor a situação de pessoas que viviam em desconhecimento da realidade que as cercavam. De modo semelhante, à alegoria do pensador , nota- se a necessidade de criar estratégias para trazer à tona a falta de empatia nas relações sociais ,uma vez que muitos indivíduos não enxergam esse problema na sociedade brasileira. Logo, esse cenário antagônico é fruto do silenciamento e da base educacional lacunar.
Primeiramente, é válido destacar como causa latente do problema a invisibilização da questão. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém , há um silenciamento instaurado na questão da empatia nas relações sociais , visto que pouco se fala sobre o tema nas mídias de massa e na escola, gerando a desinformação da maioria dos brasileiros . Dessa forma, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela , como defende a pensadora .
Ademais, a base educacional lacunar é um fator determinante para o entrave no Brasil.Para Kant , o ser humano é resultado da educação que teve . De acordo com essa perspectiva , se há um problema social, há como base uma lacuna educacional .No que tange à falta de empatia, percebe- se a forte influência dessa causa , uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de formar uma sociedade mais empática, pois não está trazendo para às salas de aula conteúdos que ajam na solução da questão.
Portanto , medidas são necessárias para conter a problemática .Para isso, é crucial que o Ministério da Educação ,em parceria com as prefeituras, promova palestras dentro das escolas para jovens e adultos,por meio de verbas públicas , a fim de combater a base educacional lacunar . Além disso, tal projeto pode ,ainda, ser divulgado por mídias de massa para quebrar o silenciamento e trazer mais informações para sociedade.Assim, se consolidará uma sociedade mais digna.