ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/08/2021
A empatia caracteriza-se pela ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela agiria ou pensaria numa determinada situação. Segundo a obra de Zygmunt Bauman, “Modernidade Líquida”, graças à fluidez e superficialidade das relações nos dias de hoje, os indivíduos acabam se preocupando tanto consigo mesmos e tudo é tão fluido, que o outro ja não importa tanto.
No livro “Sociedade do Cansaço”, o filósofo contemporâneo Byung Chul Han deixa claro que, no século XXI, as pessoas se cobram tanto e estão tão desesperadas para alcançarem o sucesso pessoal que findam virando as costas para os outros membros do meio em que vivem. Este comportamento vem se mostrando cada vez mais frequente nos dias atuais, deixando de lado sentimentos como a compaixão, o respeito e o amor pelo próximo.
Bem como em “O Leviatã”, de Thomas Hobbes no qual este diz que os seres humanos são movidos por suas próprias ambições e vontades, que na maioria das vezes os impedem de conviver de forma harmônica entre si.
Sendo realidade no Brasil, onde a empatia é uma exceção e não uma regra.
Logo, o Ministério da Educação(MEC) deve promover o incentivo e discussões relacionadas ao voluntariado e a empatia nas escolas com professores e psicólogos, para que as pessoas percebam a importância de se preocupar com o próximo. Bem como, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos também deve realizar campanhas nas mídias para estimular o respeito e o auxílio à indivíduos de grupos minoritários que sofrem das mais diversas maneiras na sociedade. A empatia é algo desafiador e que muitas vezes parece ser impossível, mas devemos praticá-la em nosso dia a dia, para que possamos melhorar a qualidade de nossas relações interpessoais.