ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/08/2021

“Mimimi”, “sociedade sem graça”, “frescura”, são os termos mais utilizados atualmente quando o assunto abordado se dá pela igualdade de direito por grupos socialmente minoritários. Por muito tempo, estar fora do padrão social (branco e heteronormativo) foi razão para surgir um certo tipo de humor que só havia graça para àqueles que estavam discernindo, e juntamente com a falta da empatia fizesse com que este preconceito mascarado ganhasse forma com o passar das décadas.

Os últimos anos foram marcados pelo crescimento dos movimentos sociais que trouxeram a público o grande debate sobre representatividade e a importância de demonstrar respeito aos diferentes. No Brasil, por mais que a sua história tenha sido construída na base da miscigenação, saber lidar com o diferente talvez seja um dos maiores desafios da atualidade, uma vez que nos noticiários e nos meios de comunicação ainda aparecem notícias de pessoas sofrendo e morrendo por conta da sua etnia, gênero, orientação sexual e pela sua crença.

As redes sociais vêm se mostrando uma faca de dois gumes, onde a vasta gama de informação é fornecida em alguns instantes, porém a disseminação do ódio também pode vir na forma de comentários ou publicações maldosas. Estudos apontam que este tipo de preconceito acaba desenvolvendo diversos tipos de doenças psicológicas nos oprimidos, tais quais depressão, ansiedade e transtorno de personalidade, tornando a nação cada vez mais adoecida e cada vez mais acinzentada.             Por mais que este seja um problema enraizado na sociedade, ações devem ser tomadas para que esses riscos possam ser minimizados. Para isso, resolver um problema estrutural deve ser pensado em instâncias de longo e curto prazo. O primeiro, se dá pelo ensino de base, onde desde cedo, crianças e jovens aprendam a lidar com o diferente e saber respeitá-lo, seja nas escolas ou então dentro da própria casa através de diálogos e conteúdos que normalizam a diversidade. Já para a segunda proposta, a persistência das políticas públicas devem ser mantidas com um papel importante de representatividade, seja no setor privado, quanto no setor público, onde chefes de Estado e pessoas tomadoras de decisões incentivem o respeito a todos dentro da nação brasileira, seja nos seus discursos, exemplos, propagandas e em investimentos em ONGs que dão suportes às devidas causas sociais. Viver, segundo a constituição nacional, é um direito de todos e ninguém pode deixar de viver pela intolerância e falta de respeito.