ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/08/2021

A visão de vida idealizada por Anne frank, ao escrever seu diário em Amsterdam, era, em outras palavras, um mundo onde ninguém precisasse esperar um único momento para melhorá-lo. Porém, o que se observa é uma realidade obstante a desejada pela idealista, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil apresenta barreiras que impedem o progresso da nação. Dessa maneira, esse impasse se deve tanto à negligência do Estado, como também pelo forte pensamento individualista.       Nessa perspectiva, vale reconhecer que esse panorama supracitado deriva da ineficiência governamental, no que se refere à criação de intervenções que coíbam tais recorrências. Acerca disso, é pertinente trazer a ideia do pensador Thomas Hobbes: “o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Não há como negar, portanto, que esse direito é violado devido aos altos índices de ocorrências de abusos sexuais nos quais são cometidos contra vulneráveis, como crianças e adolescentes, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso se deve à insuficiente atuação das autoridades em formar cidadãos empáticos.

Ademais, a busca pelo ganho pessoal acima de tudo pode ser apontado como um agravamento do problema. Conforme o pensamento marxista, priorizar o bem individual em detrimento do coletivo gera imensuráveis dificuldades para sociedade. Em conformidade, a união dos indivíduos é indispensável para garantir o bem-estar coletivo e minimizar os deploráveis fatores contribuintes para a falta de empatia — que limita a própria cidadania do indivíduo. Sob esse viés, de acordo com o jornalista George Bernard Shaw: o progresso é impossível sem mudanças.

Diante dos fatos mencionados, para combater os desafios citados, a família e a escola, primeira e segunda instituição que a criança tem contato, devem ensinar que a falta de empatia faz com que desumanize e menospreze a dor do outro e, com isso, nos tornamos mais individualistas e egoístas. Essas ações devem ser realizadas por meio de conversas e debates, com a intenção de formar mais cidadãos empáticos. Além disso, o estado deve incentivar as escolas a promover o exercício da cidadania e desenvolvimento social. Espera-se, com isso, que o cenário idealizado por Anne Frank seja obtido.