ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, as pessoas devem agir com espírito de fraternidade. Essa visão, no entanto, não é efetivada em território nacional, posto que as relações sociais são cada vez mais impactadas pela falta de empatia. Isso ocorre, sobretudo, devido à influência familiar e à falha no sistema educacional acerca da construção de cidadãos com habilidades empáticas. Desse modo, é evidente a premência de sanar a problemática em questão.

Diante desse cenário, é fulcral reconhecer que a família é a principal formadora do pensamento individual. A respeito disso, é válido rememorar a ideia ligada ao sociólogo Talcott Parsons, a qual relaciona a atuação do individuo na sociedade à formação inicial proporcionada pelos familiares. A par desse raciocínio, é possível constatar que, ao ser exposto a cultura individualista transmitida a partir do meio familiar, o ser tem sua mentalidade influenciada pelo mesmo. Assim, partindo da perspectiva parsoniana, é preciso responsabilizar a família pela escassez de empatia nas interações sociais brasileiras.

Ademais, sabe-se que, a lacuna educacional é outra motivação para a perpetuação da apatia social no Brasil. Nesse viés, é mister ressaltar o pensamento do filósofo Immanuel Kant quanto à educação, pois ele acredita que o homem é um produto desta. Nesse sentido, é transparente que, devido a inexistência de uma disciplina que aborde e desenvolva - de forma dinâmica - temas intrapessoais dentro de sala de aula, os indivíduos acabam por não compreenderem seus próprios sentimentos, o que torna estes incapazes de entenderem e se colocarem no lugar do próximo. Logo, para que o homem melhore nessa questão, é preciso repensar a educação que o forma.

Urge, portanto, que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Cidadania deve criar a “Semana da família”, por meio de um evento com palestras de assistentes sociais, a fim de divulgar a importância da atuação da família no combate a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Tal ação pode, ainda, ser transmitida nas mídias de massa para chegar a mais casas brasileiras. Paralelamente, é preciso intervir sobre a carência educacional presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.