ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 16/08/2021

No século em que vivemos, a humanidade testemunhou duas guerras mundiais, marcadas pela intolerância a questões culturais, raciais, étnicas e religiosas. Neste caso, a falta de consideração pelas pessoas que sofreram com essas hostilidades e por aqueles que sofreram as consequências desses conflitos evidencia a falta de compaixão na vida social. Da mesma forma, o individualismo é prejudicial às relações sociais porque, infelizmente, leva à banalização da dor.

Em uma primeira análise, é importante enfatizar o isolamento emocional da existência contemporânea. Na obra “Modernidade Móvel”, o sociólogo polonês Zygmunt Bowman define as relações sociais como frágeis porque começam e terminam rapidamente. Nessa perspectiva, pode-se concluir que o imediatismo modifica o ambiente, não favorece o estabelecimento de contato e dificulta o desenvolvimento do sentimento de se colocar na posição de próximo. Desse modo, a superficialidade do relacionamento os torna efêmeros e instáveis.

Além disso, para toda a organização social, a insignificância diante do sofrimento é inegável. Um exemplo é a quarentena causada pela pandemia do coronavírus iniciada em 2020. Embora o número de infecções esteja aumentando gradativamente, parte da população não adotou e ainda não adotou procedimentos de segurança e morreu. Portanto, é notório concentrar os indivíduos em suas peculiaridades, e eles não se interessam pelo aspecto coletivo até o momento em que são incluídos. Portanto, em decorrência do consumo relacionado às tragédias inseridas no cotidiano, o pensamento único parece produzir um ambiente propício à ocorrência de diversas formas de violência.

Portanto, infere-se que é necessária a adoção de medidas que garantam o bem-estar social. Para tanto, o governo federal deve manter contato com o Ministério da Educação e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, introduzir programas de voluntariado na comunidade e incentivá-los por meio de campanhas para ajudar a desenvolver um senso de compaixão e cuidado com os outros, melhorando assim interação social e manutenção da segurança correta. Como disse Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo.