ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 17/08/2021
De forma simplificada, empatia denota a habilidade de se colocar no lugar do outro, e apesar de o Brasil ser conhecido por muitos como o país da alegria e da hospitalidade, não significa que é o mais empático. Nesse viés, a falta de empatia nas relações sociais é uma problemática a ser resolvida, motiva pelo individualismo e pela necessidade que as pessoas têm de levar vantagem no que fazem. Portanto, são necessárias medidas governamentais e familiares para colocar em prática a discussão sobre a falta de empatia nas relações sociais do Brasil.
Em primeira análise, vale ressaltar que é essencial desenvolver empatia para solucionar problemas do cotidiano. Contudo, nota-se que o individualismo da maioria dos brasileiros impede que esse sentimento seja exercido. O cantor brasileiro Caetano Veloso, em sua canção “Sampa”, diz que Narciso acha feio tudo o que não é espelho, ou seja, o que realmente importa é o “eu”. Consequentemente, pelo fato de não sentir afeição pelos indivíduos ao seu redor, diversos problemas são acarretados nos ambientes em que o homem vive. Por isso, urge que as escolas trabalhem a mente dos alunos para que quando se tornarem adultos, possam desfrutar de uma sociedade harmoniosa.
Ademais, é elementar abordar a imprescindibilidade que muitos cidadãos têm de tirar proveito de quase tudo o que fazem. Nessa esfera, o ser humano torna-se negligente em relação as dificuldades do seu próximo, de modo que consegue alcançar o que almeja, sem se importar com os prejuízos que pode causar para os outros. Consoante à filósofa alemã Hannah Arendt, um ato mau torna-se banal não por ser comum, mas por ser vivenciado como tal. Sendo assim, compete aos pais educar seus filhos de maneira a descontruir essa carência de se beneficiar nas coisas em que se faz, objetivando que o mal não seja banalizado.
Logo, infere-se que o individualismo e o fato de precisar obter vantagem no que se faz são fatores expressivos desse impasse e carecem de soluções. Para tanto, cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promover campanhas e gincanas educacionais que cultivem a empatia, com o intuito de auxiliar no crescimento pessoal e intelectual das crianças e dos adolescentes, para que se transformem em adultos mais empáticos. Além disso, a família deve estar comprometida a transmitir seus valores, por meio da educação e de exemplos, com o efeito de desfazer o pensamento individualista e a necessidade de tirar proveito dos outros. Assim, os brasileiros desempenharão a capacidade de se colocar no lugar do outro, podendo se tornarem conhecidos também pela sua empatia.