ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 19/08/2021
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima. Contudo era vencido pela exaustão e a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta contra a falta de empatia na sociedade brasileira, na qual desumaniza os indivíduos, além de os tornar mais individualistas. Nesse contexto, é indubitável que a falta de compreensão com o outro e os crimes por preconceito ocorrem devido à negligência governamental e ao preconceito da sociedade.
A priori, vale ressaltar a Constituição de 1988, que garante a igualdade dos cidadãos por lei. Entretanto, o poder executivo não efetiva esse direito, uma vez que ainda há impunidade dos crimes que são praticados sobre uma minoria, o que evidencia o preconceito e a falta de empatia no território nacional. De acordo com o mapa do ódio, todas as unidades federativas ainda praticam crimes de ódio por gênero, sendo necessárias medidas.
Outrossim, sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos possuem a mesma importância, além dos direitos e dos deveres. No entanto, percebe-se que, no Brasil, a falta de empatia e o isolamento nas relações sociais são consequências do preconceito da sociedade, visto que, tristemente, o país possui uma concepção fundamentada na discriminação da minoria. Consequentemente, é notória a desumanização dos indivíduos.
Dessa forma, o pensador Michael Foucalt afirma que é preciso mostrar a liberdade às pessoas para libertar os pensamentos antigos errôneos. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a família, criar propagandas e palestras sobre a intolerância da sociedade o preconceito através das mídias, a fim de conscientizar, desde criança, os indivíduos e incentivar a empatia nas relações sociais. Com essa medida em vigor, é possível distanciar a realidade brasileira do mito grego.