ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 18/08/2021

Na obra cinematográfica “O profissional”, a retratada história de Léon, matador de aluguel, é descrita como antipática, entretanto, ao conhecer Mathilda e compreender sua vida como um todo, passa a ajuda-la com os problemas na qual se encontra. Apesar do filme nos mostrar a empatia causada, no Brasil é evidente a falta dela, causada por diversos motivos sociais e governamentais, principalmente a falta de olhar empático e instruções para a população.

Em primeira análise, a sociedade contemporânea se diverge ne ausência da percepção do indivíduo, descrita pelo filósofo Émile Durkheim, na qual refere-se que o homem só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que dependem. Embora seja fácil o compreendimento, não é difícil se deparar com situações cotidianas em que as pessoas andam para os seus trabalhos e escolas sem olhar para o lado, com fones de ouvido, jornais e etc., fica claro, sem dúvidas, que se gerou uma linha de vida monótona na qual o principal objetivo é cumprir o caminho, seja ele qual for, assim como no filme, onde Léon não se ampara a relações sociais até fazer o trabalho.

Em segundo plano, a banalização do mal, exemplificada pela socióloga Hannah Arendt, em “A Banalidade do Mal”, refletia sobre o resultado do processo de massificação da sociedade, o qual formou indivíduos incapazes de realizar julgamentos morais, tornando-se alucinados e aceitando situações sem questionar. Apesar do estudo ter sido feito há décadas, ainda evidencia-se nos dias de hoje, como em metrôs com a seguinte frase, “não dê esmolas”, “não ajude os ambulantes”, dessa forma fica claro que não se deve olhar para o próximo, mas sim, apenas seguir seu caminho sem se perguntar quem está do lado e por que, refletindo diretamente nas relações sociais do próprio indivíduo.

Diante disso, fica óbvio a atuação necessária para atenuar ou mesmo erradicar a falta de empatia, com campanhas midiáticas fornecidas pelo governo, que visam a compreensão da sociedade em que se encontra o indivíduo, a fim de promover sua empatia como um todo. Do mesmo modo em que Léon e Mathilda criam sensibilidade um com o outro ao decorrer do filme, e de forma evidente, Léon começa a se importar com a situação que se encontra Mathilda, ajudando-a perante os próprios problemas sociais.