ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 21/08/2021

A banda de rock nacional Legião Urbana, em uma de suas composições intitulada de “Que país é esse?”, faz crítica ao comportamento social ante à lei. Na atualidade, o problema citado na letra de 1987 reflete-se na falta de empatia presente nas relações sociais no Brasil, fruto tanto de uma falha educacional na formação de cidadãos providos de valores, quanto de uma baixa interferência dos Direitos Humanos no cenário.

Em primeira análise, é fato que a falta de ensino efetivo é a principal vertente do problema. Enquanto nos níveis de instrução básica, os jovens são expostos a uma variedade de assuntos diferentes, exceto a temas como normas de conduta social e regras de convívio saudável. Dessa forma, muitos alunos inserem-se no mercado de trabalho sem portar o mínimo de empatia para com o outro, o que fragiliza as relações interpessoais. Segundo o que afirma o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Sob esse viés, é evidente o lamentável descaso do governo na garantia de educação de qualidade à população.

Além do mais, a ineficaz concretização dos Direitos Humanos agrava o impasse. Uma vez que é ineficiente a ação do Estado na garantia dos atributos, a sociedade se comporta de forma inversa àquela especificada no código da entidade, o que se transforma no grande promotor da desordem e dos conflitos vivenciados diariamente, de sul a norte no Brasil. De acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Assim sendo, é inaceitável o desleixo do Poder Executivo nacional na missão de promover a eficácia das normas trazidas pela instituição.

Frente aos problemas apresentados, urge que medidas sejam tomadas para atenuá-los. O governo deve, por meio do Ministério da Educação, inserir na grade comum curricular uma disciplina que aborde temas como boa vivência em comunidade e normas básicas de relações saudáveis, a fim de popularizar a empatia e aprimorar a interações humanas. Além disso, por meio do Ministério do Trabalho, o Estado deve enviar ao Poder Legislativo, em foma de projeto de lei, propostas que visem inserir no Código Trabalhista a obrigatoriedade de empresas, tanto públicas quanto privadas, disponibilizarem a seus funcionários palestras que ressaltem a importância de se colocar no lugar do próximo e que defendam os Direitos Humanos, de modo a efetivar as boas relações e melhorar o convívio pessoal no mercado de trabalho.