ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Em 1985, o dia 5 do mês de agosto foi definido pela ONU como o dia internacional do voluntariado. Assim, a data simboliza e lembra a importância das ações movidas pela empatia na sociedade. Infelizmente, no contexto presente, pode-se afirmar que a sociedade brasileira carece de empatia em diversos setores. Tendo isso em vista, é possivel apontar o crescente individualismo na contemporaneidade como o fator agravante da falta de empatia, o que resulta no aumento de crimes de ódio no Brasil.

Por certo, a humanidade tem, na atualidade, experimentado um aumento sensível do individualismo, fato esse que resulta em uma redução propocional da empatia dentro das relações sociais. Nesse sentido, o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han dicerta em seu livro “Sociedade do Cansaço” sobre como a busca constante por desenvolvimento e conquista pessoal tem tornado as pessoas menos sensíveis aos outros que estão a sua volta. Dessa maneira, as pessoas passam a se retrair cada vez mais para si e suas vontades que deixam de se importar se alguém precisa de ajuda ou se ele própio não está causando dano a outros, assim, perdendo sua empatia e consequentemente sua humanidade. Enfim, o individualismo que a atualidade implanta nas pessoas anestesia o senso de empatia nas pessoas e tal fato pode leva-las à prejudicar outros.

Ademais, como citado anteriormente a fata de empatia leva à pratica de ações danosas a outros indivíduos. Para exemplificar, em 2015, foram registrados no Brasil ao menos 17.386 casos de violência contra moradores de rua, segundo o Ministério da Saúde. Ainda, apesar do número espantoso, isso representa apenas uma pequena parte das ações de carater violento que tem ocorrido no Brasil e quue atigem diversos setores da sociedade. Indubitavelmente, crimes desse viés são resultado, dentre outros fatores, da insensibilidade e falta de humanidade daqueles que os cometem. Portanto, é vital que hajam ações para freiar o egoismo e impulsionar ações empaticas entre os cidadãos brasileiros.

Assim sendo, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos juntamente com o Ministério da educação e o Ministério da Cidadãnia devem fomentar ações solidarias na sociedade brasileira visando criar cidadãos mais concientes sobre a necessidade da empatia na relações sociais. Para isso, deve-se realizar atividades escolares voltadas para o trabalho voluntário - essêncial para desenvolver a empatia, entretanto, pouco praticado no Brasil - e abertas para a participação da população local. Além disso, é importante reconhecer, premiar e divulgar ações humanitárias realizadas por cidadãos brasileiros, a fim de mostrar para toda a população que ações assim são relevantes e serão horradas.