ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 01/09/2021

No conto infantil “O Patinho feio” é narrada a história de um cisney que pensando ser um pato se sentia inferior e era segregado de outros patinhos por ser diferente.De maneira análoga, as relações sociais no Brasil carecem de empatia, o que ocasiona na falta de um bem-estar psicosocial. Seja pela modernidade liquída que visa somente o consumo, seja pela manutenção de costumes nocivos pela sociedade.

Sob esse viés, é importante pontuar que o consumismo desfreado gera na sociedade uma visão materialista na qual a principal preocupação está no capital e não nas pessoas. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman estamos na modernidade liquída, onde as relações econômicas ficaram sobrepostas as relações sociais e humanas, a lógica moral foi substituída pela lógica do consumo. Desta forma as pessoas são julgadas por o que possuem e não por o que são. Portanto nota-se que a empatia é esquecida nas relações pois se visa somente o lucro, além de se perder a capacidade de se colocar na lugar dos outros, contribuindo assim para agravação da problemática.

Ademais, vale a pena ressaltar a perpetuação de costumes danosos a população. Segundo o conceito “Indústria Cultural” propostos pelo filósofos Adorno e Hockeimeir, no livro “Dialética do esclarecimento”, os modos de vida foram transformados em modo de consumo e comércio pela grande mídia levando a alienação social.Diante do exposto, observa-se que a sociedade cultua determinados tipos de vida e despreza outros, deste modo perde a capacidade de se envolver em todas as relações sociais gerando uma falta de empatia que leva ao desprezo de determinadas camadas da sociedade.

Em suma, medidas são necessárias para que a falta de empatia nas relações socias no Brasil sejam erradicadas. O Ministério da Cidadania deve promover eventos, de forma gratuita, em escolas, comunidades e nos meios digitais através de curta-metragens que mostrem a importância de se colocar no lugar do outro e a prioridade da pessoa humana em relação ao capital,além de promover rodas de conversas com pessoas dos mais diferentes tipos de etnias e culturas, a fim de que a população entenda a importância de se valorizar as pessoas, construindo um país empático e saúdavel, onde a história do patinho feio não seja um espelho da realidade.