ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 20/11/2021
A globalização permitiu o encurtamento de distâncias e a aproximação de individuos ao redor do mundo. No entanto, ao passo que nos tornamos conectados, também são construídos cada vez mais muros e fronteiras. Essa dualidade é reflexo da falta de empatia que permeia nossa relações, fonte da fragmentação promovida pelas redes sociais.
Primeiramente, é preciso compreender o papel das novas tecnologias na construção da empatia. O documentário, o dilema das redes, mostra que as mídias sociais constrõem uma falsa noção de realidade personalizada para cada usuário. O que em um primeiro momento parece inofensivo torna-se extremamente prejudicial, pois em um mundo em que não há verdade absoluta, não há necessidade de concordar ou de enxergar o outro e cada um vive em sua própia utopia.
Para o filósofo Sloterdijk, em um mundo midiatizado o corpo social não é mais uma totatilidade que conspira e conflui. Essa fragmentação, estudada pelo filosofo, é intensificada com as bolhas sociais criadas pelas midias digitais. Consequentemente, individuos são incapazes de se enxergar como parte de um coletivo, tornando crimes motivado pelo ódio e intolerância frequentes no Brasil.
Dessa forma, a fim de fortalecer a empatia nas relações é necessaria a ação governamental. A partir da articulação entre o governo estadual e as esferas municipais deve ser criado o projeto “todos iguais”. Assim, por meio da instalação de projetos e eventos culturais em praças públicas , individuos terão contato com diferentes culturas a partir do contato com a dança, culinária e por meio de debates. Somente com a construção de um olhar empatico será possivel construir pontes em um mundo cercado por barreiras.