ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 06/09/2021
No filme “Wall-e”, da produtora norte-americana de filmes “Pixar”, é mostrado um futuro pós apocalíptico em que os seres humanos não têm uma interação social, pois ficam em seus computadores o dia inteiro. Assim como na ficção, vemos cada dia mais os seres humanos perdendo sua humanidade ao analisar-se a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, com fundamento na individualidade ainda mais presente na sociedade. Dessa forma, não só o silenciamento social, como também a falibilidade estatal corroboram para a continuidade desse viés. Por isso, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de políticas públicas que induzem a relação social como promotora da falta de afeição presente na população brasileira. Seguindo essa ótica, “não são as crises que mudam o mundo, mas sim nossas reações a elas”, disse Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês. Nesse sentido, fica evidente que o Estado peca em não cumprir sua função em garantir o bem-estar da sociedade, haja vista que se fazem necessárias campanhas e projetos sociais que induzam a população a recuperar sua empatia, para que os índices de violência e fome - resultados da indiferença social - possam ser diminuídos.
Ademais, é fulcral apontar a falta de debate relacionado à escassez de afeição presente na vida dos brasileiros como impulsionador desse problema. Outrossim, Frida Kahlo, importante pintora mexicana, ao pintar o seu autorretrato de diversos estilos e ângulos, mostrou a importância de analisar de várias maneiras determinados assuntos, para que se chegue à uma conclusão concreta. No entanto, o que ocorre no Brasil difere disso, considerando-se que os brasileiros mostram-se indiferentes em buscar ter mais empatia e debater buscando mitigar essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio do Poder Executivo, elabore campanhas de interação social, como projetos de inclusão social, ou ainda que sejam disponibilizados cinemas comunitários, para que haja o contato entre os cidadãos e a empatia possa ser fomentada. Além disso, é importante que os empresários brasileiros, por meio de investimentos monetários, elaborem propagandas nas redes sociais e televisionadas que mostrem o valor de se ter empatia, a fim de uma sociedade cada vez mais unida e próspera. Assim, tornar-se-á possível a construção de um Brasil que diferente do filme “Wall-e” ainda possui sua humanidade conservada.