ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/09/2021

A Constituição brasileira de 1988 prevê a promoção do bem de todos sem qualquer forma de discriminação. Entretanto, a realidade da cultura brasileira é cada vez mais distante, haja vista que as relações sociais estão sendo corrompidas por julgamentos, arrogância e ódio. Dessa forma, entende-se que a intolerância — em todas as suas terríveis faces — e o egoísmo moral apresentam-se como entraves no combate à falta de empatia nas relações sociais no Brasil.

Em primeiro plano, a intolerância favorece a disseminação de discursos de ódio e violência. Nesse sentido, Mahatma Gandhi — líder pacifista indiano — defende que o homem deve se tornar a mudança que deseja ver no mundo. Entretanto, a intransigência social, religiosa, racial e de gênero de grande parte da sociedade brasileira prejudica as relações sociais, haja vista que pregam a superioridade de ideologias, ódio, provocam o isolamento de minorias, estimulam a violência e até mesmo a morte. Ocorre que, esse comportamento abusivo impossibilita a empatia — ato de se colocar no lugar do outro —,  o que corrompe a sociedade e as suas relações. Assim, enquanto a intolerância se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos problemas mais graves para o seu povo: a falta de empatia.

Em segundo plano, o egoísmo moral representa obstáculo para erradicar a escassez de empatia nas relações sociais brasileiras. Nesse sentido, entende-se por egoísmo moral  um comportamento exclusivista, no qual o indivíduo, coloca seus interesses, desejos e necessidades em detrimento dos demais. Ocorre que, esse hábito é cada vez mais frequente nas redes sociais com o fenômeno da cultura do cancelamento — ataques e ameaças maldosas à atitudes das pessoas na internet —, o que fragiliza a desconstrução do individualismo e adoece cada vez mais a população brasileira.  Dessa forma, é incoerente que o egoísmo moral permaneça em um país que deseja tornar-se nação desenvolvida.

Impende, pois, que a sociedade brasileira combata a falta de empatia nas relações sociais. Nesse sentido, os próprios cidadãos, com urgência, devem promover campanhas e conversas a respeito da importância da empatia nas relações sociais, por meio de eventos para toda a população e pelas mídias sociais, com o propósito de estimular a tolerância e a empatia. Por sua vez, cabe ao Ministério Público, com assiduidade, fiscalizar e garantir o cumprimento as leis de proteção ao cidadão no meio social e na internet, por meio de punições mais severas aos agressores da lei, a fim de garantir segurança e liberdade ao povo brasileiro. Assim, o Brasil se tornará uma nação que promove o bem de todos os seus cidadãos.