ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 07/09/2021

O Brasil passa por um momento turbulento, a atual polarização política  dificulta e cega a maior parte da população, e, como consequência, cria um abismo de hostilidade e falta de empatia para com pessoas do suposto lado oposto. Diante disso, faz-se necessária uma análise dos fatores que geram essa rivalidade excessiva e seus impactos na sociedade contemporânea.

Em um primeiro momento, deve-se ressaltar que a empatia é uma qualidade humana extremamente necessária em uma população, pois, por meio dela é possivel salvar e direcionar vidas. Muitos exemplos ocorreram durante a pandemia de Covid-19, em que diversas pessoas se juntaram para ajudar outras menos favorecidas com comida, roupas ou até mesmo dinheiro. Porém, existe um outro lado associado a essa mesma pandemia, em que diversos cidadãos negligenciaram o uso de máscaras, romperam isolamentos e relativizaram a gravidade da doença em questão, demonstrando uma completa falta de empatia, visto que ao fazerem tudo isso, botam em risco seus semelhantes.

Em segundo plano, é essencial apontar o papel do estado nessa  situação, já que, de acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política tem como função preservar a integração entre os indivíduos da sociedade. Todavia, tal afirmativa não tem sido cumprida corretamente na prática, posto que o governo brasileiro vem incentivando uma polarização política no Brasil. Como por exemplo, um caso ocorrido no ano de 2020 foi a ampla divulgação do ‘‘kit covid’’, um coquetel de medicamentos sem respaldo científico que foi recomendado pelo Ministério da Saúde, e, rompeu a sociedade em polos, um que defendia cegamente o suposto tratamento, e , outro que queria sua abolição.  Essa separação social em lados dificultava as relações humanas e a empatia, dado que ambos os lados se tratavam como inimigos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso,  é imprescindível, que o governo federal reformule suas políticas atuais, e, a partir desse pressuposto, comece a combater  essa polarização, por intermédio de campanhas publicitárias, priorizando a conscientização da população de que diferenças políticas são normais e devem ser discutidas civilizadamente, a fim de estabelecer uma convivência amigável entre ambos os lados, gerando assim empatia e amizade nas relações sociais.