ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/11/2021
Observa-se que muitas discussões tem ocorrido acerca da falta de empatia nas relações sociais brasileiras. Isso ocorre devido ao individualismo e à negligência goernamental; Fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescincível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena hamonia social.
Efetivamente, o individuaismo presente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um fato que ajuda na perpetuação da falta de empatia nas relações. Nesse sentido, segundo o filósofo Zigmund Bauman em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: A fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, a passividade coletiva diante da falta de cuidado com o próximo demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos -preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais- não se importam com o que acontece com as pessoas ao seu redor. Desse modo, a irresponsabilidade cidadã compromete o bem estar social de muitos indivíduos que, em algum momento, precisam de acolhimento.
Ademais, é válido destacar que a negligência governamental representa um grande impecílio para atenuar a falta de empatia nas relações brasileiras. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein em seu livro “Cidadãos de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática de seus mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Dito isso, pode-se afirmar que a falta de empatia nas relações sociais brasileiras vai de encontro com o cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que os orgãos governamentais não estimulam a prática empática da cidadania na sociedade. Consequentemente, isso fere pontos sérios da carta Magna do País, como o princípio que todos são iguais perante a lei e detentores de direitos para um bem estar social comum.
Logo, afim de remediar a falta de empatia nas relações sociais brasileiras, o Governo Federal por meio da televisão, intrumento de divulgação em massa, deve criar campanhas para conscientizar e estimular a população a se colocar no lugar do outro como um ato não só de amizade, mas também de cidadania. Além disso, as escolas infantis devem criar um plano de ensino pautado em ensinar as crianças a escuta e o acolhimento com outras crianças, por meio de simulação de situações do cotidiano no ambiente escolar. Dessa forma, a falta de empatia na sociedade brasileira será atenuada.