ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/09/2021

No Brasil, a maioria da população  se denomina  cristã, e tem como principal livro a bíblia sagrada, na qual está escrito em um de seus mandamentos: " Amarás o próximo como a ti mesmo" . No entanto, quando se observa as relações sociais da população brasileira, nota-se, todavia, que tal mandamento se restringe a teoria, uma vez que a falta de empatia é um problema a ser sanado na população canarinha. Cabe analisar, pois, como o individualismo e a  omissão familiar contribuem para a perpertuação do revés.

É importante destacar, a princípio, o egocentrismo como forte catalizador do problema. Nesse contexto, a cegueira moral, fenômeno exposto pelo escritor José Saramago em seu livro “Ensaio sobre Cegueira”, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomenta pelo interesse próprio e falta de empatia diante de um problema. Isso é observado, por exemplo, nos grande centros urbanos, quando os mendigos e pedintes são, na maioria das vezes, ignorados pela população.

Além disso, é importante pontua que a omissão familiar possui influência na questão. Isso porque, segundo o renomado pscólogo suíço,  Jean Piaget, o núcleo parental, assim como a escola, tem papel fundamental quanto ao desenvolvimento intelectual dos menores, de modo que cabe o dever de estimular a empatia nas relações sociais desde a infância, afim de que se desenvolva um cidadão que se importe com os seus semelhantes. Todavia, no século XXI, a parentela delega a educação à escola, omitindo-se. Logo, ao passo que vai de encontro ao que propõe Paiget, a familia contribui para a formação de uma sociedade sem empatia em suas relações sociais.

Observa-se, assim, a necessidade de combater os desafios relacionados à falta de afeto nas relações da sociedade brasileira. Cabe, pois, a cada indivíduo, como cidadão que constitui o corpo social, analisar sua conduta egoísta em relação aos demais, afim de que haja um convencimento pessoal de  atitudes egocêntricas vividas no cotidiano, com o fito de cessar tais atos. Também, os pais, como principal educador dos filhos, devem, no seio familiar, incentivar condutas que visem a empatia, como visitas a orfanatos e asilos. Desse modo, é possível amenizar a falta de empatia nas relações sociais no Brasil.