ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/09/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, a ausência de empatia nas relações humanas é uma demostração da falta de compaixão disseminada hodiernamente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a reclusão ao diferente e o egocentrismo.
Sob esse viés, é indubitável que certas comunidades se comportam de modo homogêneo, e que qualquer sujeito que “pense fora da caixa” é visto como nocivo. Dessa maneira, segundo o o filósofo Immanuel Kant, a ética se evidencia na universalização dos atos, ao passo que se todos fizessem a mesma ação, haveria ou não de contribuir ao bem comum. Desse modo, ao descriminar algo ou alguém, é relevante ampliar tal atitude, assim, ações indevidas seriam vistas com maior magnitude, por vezes, incluindo o própio autor como um dos acometidos.
Ademais, é evidente a percepção de certos sujeitos de que são os portadores da razão e do conhecimento. Desse modo, segundo o o filósofo Socrates, a ignorância é a base de sustentação das falhas humanas. Logo, a estrutura do pensamento dos arrogantes advém, infelizmente, de uma sociedade a qual o julgamento do outro está inserido de modo intrínseco em sua formação, o que caracteriza, portanto, um ciclo de ações as quais os condenados se tornarão condenadores, desta forma, há a tendência à ampliação de tais atitudes repugnantes.
Depreende-se, pois, a necessidade de medidas que venham mitigar a falta de empatia nas relções sociais no Brasil. Por conseguinte, cabe às instituições de ensino, colocar em voga maneiras dos discentes lidarem com o diferente e estarem aptos à interpessoalidade, por meio de palestras educativas, a fim de que se torne natural o que não circunda a subjetividade. Somente assim, a teoria do período das luzes há de tornar-se realidade na sociedade contemporânea.