ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Promulgada pelo ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito de viver em comunidade, tendo deveres com a lei para promover o respeito e o bem-estar social. Conquanto, tal prerrogativa não vem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a falta de fraternidade na sociedade, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é evidente que tal adversidade é motivada pela negligência governamental, e tem como principal consequência a violência no país.
Convém ressaltar, a princípio, que a ausência de medidas governamentais está entre as causas do problema, uma vez que não se tem investimentos no sistema de saúde voltado para a psicologia, área responsável por promover a habilidade de compreensão do próximo, fator essencial para a formação do senso empático. Sengundo Hipócrates, médico e filósofo da Grécia, considerado o pai da medicina, o homem é considerado saudável quando possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. Nesse sentido, o cuidado da mente torna-se uma via de mão dupla, fortalecendo as relações socias e a saúde do individuo.
Ademais, é notório salientar que a violência é uma das principais consequências da falta de empatia no país, principalmente a violência pela raça. Nesse contexto é lícito referênciar o período de escravidão no Brasil, que ocorreu entre os séculos XVI e XVII, responsável por explorar de forma agressiva os nativos e os negros vindos da África pelo tráfico negreiro. Os escravos negros eram tratados como mercadorias e vistos como inferiores e sem raízes, ou seja, eram socialmente mortos e sem valor. Dado o exposto, percebe-se que o preconceito racial se perpetua ainda hoje nas relações sociais e está intrinsecamente ligado ao egoísmo e uma supremacia de etnia sobre a outra. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater tais obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promova um ampliamento dos recursos ofertados pelas Unidades Básicas de Saúde com a contratação de profissionais da psicologia e psiquiatria, a fim de proporcionar aos brasileiros um maior acesso a essa área responsável por desenvolver a compreenção e respeito para com a comunidade. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetização da Declaração Universal dos Direitos Humanos.