ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 24/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê no artigo 3º, a construção de uma sociedade justa, livre e solidária. No entanto, o aumento do individualismo, da desigualdade e do ódio evidência a falta de empatia nas relações sociais. Diante dessa perspectiva, faz-se mister a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, ressalta-se a falta de medidas governamentais para combater a desigualdade na sociedade atual. Segundo o economista francês Thomas Piketty, a maior parte das riquezas do Brasil se concentra nas mãos de apenas 1% da população. Dessa forma, é notório a ausência de empatia, ou seja, se não houvesse o egoismo, os preconceitos e os ideais de supremacia das pessoas, as riquezas serião divididas com equidade. Assim, eliminando as misérias e desigualdades.
Ademais, deve-se apontar o individualismo como principal causa dessa problemática. Conforme o pensamento de Baumam, a sociedade é líquida, volúvel e individualista. Diante de tal exposto, a incapacidade de se colocar no lugar do outro cresce juntamente com a competição por poder e “status” social. Então, é inadmissível que esse cenário perdure.
Portanto medidas são necessárias pra resolver esse impasse. De acordo com Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve promover a discussão do assunto por meio de palestras e cursos extra curriculares em entidades de assistência social. Paralelamente, o Ministério da Cidadania precisa incentivar o trabalho voluntário e também as doações de sangue e orgãos, por intermédio de campanhas e reconhecer essas pessoas publicamente. Logo, será amenizado a falta de empatia nas relações sociais.