ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 03/10/2021
Segundo o físico judeu Albert Einstein: “A energia mais poderosa e saudável que move o mundo é o amor”. Assim, embora seja nítido a essencialidade da ternura para o funcionamento e pregresso da sociedade, muitos indivíduos permanecem ignorando esse fato e propagandeando diversos atos hostis na comunidade. Dessa forma, no Brasil a falta de empatia entre os cidadãos surge como uma grave chaga social, pois a ausência desse sentimento de fraternidade entre os civis faz com que a desunião e a intolerância se espalhem dentro do país.
À vista disso, o escrito brasileiro Augusto Cury diz que: “Solidariedade é enxergar no outro as lágrimas nunca choradas e as tristezas nunca verbalizadas”. Logo, a falta de percepção e respeito às peculiaridades, problemas e opiniões individuais contribui para separação da sociedade. Consequentemente, gerando certa debilidade na pátria, uma vez que uma nação desunida se torna frágil. Sendo assim, o enfraquecimento de coletividades ocorre através da separação, uma amostra disso é o caso de Ruanda, em que um conflito entre tutsis e hutus debilitou incisivamente o governo dessa região africana, gerando várias mortes, fome e grande desigualdade em meio ao seu povo
Ademais, conforme o escritor alemão Frans Kafka: Solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana". Assim sendo, a falta de falta de empatia contribui para desrespeito entre os indivíduos, no qual a propagação dos discursos de ódio converte-se em personagem principal do cotidiano coletivo. Além disso, a ausência da aceitação entre as pessoas, gera no Brasil um solo fértil para um ciclo de ódio, uma vez que as vítimas agem, quando possível, como agressores e vice-versa, concretizando com isso o ideal de vítimas algozes. Como sequela, a nação transforma-se em terra de ninguém, na qual é impossível se expressar sem ser oprimido e sem oprimir a alguém.
Portanto, a fim de transformar os brasileiros em pessoas mais sensíveis para com o próximo, é necessário que o governo, especificamente o Ministério da Educação, sensibilize cada cidadão a se colocar no lugar da pessoa ao lado antes de tomar certas iniciativas na sociedade. Dessa maneira, essa ação deve ocorrer por meio de palestras, rodas de conversa e publicidade que fomentem o pensamento de respeito às diferenças e ao outro. A fim de que assim, seja possível construir uma sociedade civilizada, unida e empática, preocupada com o bem do semelhante e firmada sobre fortes laços.