ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 07/11/2021
“O homem é o lobo do homem, preconizou o filósofo Thomas Hobbes. Analogomente, na sociedade brasileira atual, percebe-se o aumento dos casos de violência e de desrespeito ao próximo que são causados, em sua maioria, pela falta de empatia às diversidades humanas. Desse modo, urge que o Governo e a sociedade unam esforços com o fito de reduzir os impactos negativos decorrentes da falta de empatia nas relações sociais do Brasil.
Nesse contexto, a ausência do respeito e da empatia evoluem para manifestações violentas as quais são alavancadas pelas redes sociais. Nessa perspectiva, além dos crimes cibernéticos, o Brasil apresenta inúmeros casos de crimes de ódio relacionados à gênero, à religião, à raça e à orientação sexual. Diante disso, percebe-se que o prejuízo social é enorme, pois como preconizou o filósofo Jean Paul Sartre: “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Assim, tornam-se necessárias políticas públicas que objetivem o equilíbrio social.
Ademais, a perpetuação do preconceito e da violência deve-se, em partes, pela insuficiência de uma educação inclusiva, visto que não há nas escolas, em sua maioria, o incentivo à uma cultura de empatia aos diferentes modos de viver. Sob tal ótica, a falta de uma educação libertadora possibilita ao oprimido tornar-se opressor, como afirma o educador Paulo Freire. Nesse sentido, são observados inúmeros casos de pessoas que violentam outras por conta de uma errônea sensação de superioridade.
Evidencia-se, portanto, na tentativa de amenizar os problemas causados pela falta de empatia no Brasil, que o Governo reduza determinados impostos de empreses que se comprometam, junto aos seus funcionários, à desenvolverem campanhas de voluntariado, por meio de doação de roupas, de alimentos e de medicamentos às populações que estejam em situações críticas de condições econômicas e de violência, com a finalidade de diminuir o sofrimento de algumas comunidades, além de promover um olhar mais empático à sociedade como um todo.