ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 12/10/2021

A Revolução Industrial do século XX trouxe consigo a automação, a internet e os eletrônicos. Paralelamente, houve um aceleramento da vida urbana, um encurtamento dos dias, e, consequentemente, a falta de “tempo” para a existência de relações sociais. Em virtude disso, o sentimento de individualismo tornou-se cada dia mais natural, o que causa esfriamento do sentimento de empatia dos indivíduos. Assim, no Brasil, a falta de empatia nas relações sociais causa intolerância social, preconceitos e concita a violência.

Precipuamente, consoante Aristóteles, “O homem é um animal social”. Desse modo, o ser humano é impreterivelmente um ser relacional, ou seja, precisa das relações sociais para o desenvolvimento pessoal. Além disso, o convívio humano e as relações com o mundo fazem parte do desenvolvimento social. Isto posto, a carestia de contato com pessoas contribui para um ser humano isolado socialmente e absorto dos sentimentos alheios, e, por conseguinte mais propício à violência. Apesar de ser uma problemática que existe desde os primórdios, com o avanço das comunicações e a rotina conturbada da população hodierna, a violência transformou-se em um assunto regular que o Estado tem procurado solucionar.

Ademais, a empatia é se colocar no lugar do próximo, logo, é responsável pela consciência social dos seres humanos. À vista disso, o seu ensinamento é importante para o convívio social, pois esta é uma virtude da moral e dos valores. Segundo Roman, historiador da cultura e filósofo australiano: “A empatia tem o poder de curar relacionamentos desfeitos, derrubar preconceitos, nos fazer pensar em nossas ambições e até mesmo mudar o mundo”. Dessa forma, uma parte da persistência da intolerância e do preconceito, no Brasil, está associada à escassez de empatia.

Destarte, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), deve criar campanhas nas mídias sociais para que os usuários entendam a importância de ter interações sociais, e, por conseguinte, isso diminuirá a violência por causa do isolamento social. Outrossim, faz-se mister que o Ministério da Educação (MEC), ensine o significado de empatia e o seu impacto positivo na sociedade a fim de que os alunos cresçam com o sentimento empático e evite qualquer tipo de preconceito ou intolerância social. Além do mais, o MMFDH precisa incentivar a família, como primeira instituição social, a ensinar as crianças a entender as relações sociais, ensinando-as a brincar com outras crianças, assim como, contribuir para surgir o sentimento de empatia com o objetivo de que elas aprendam desde a infância sobre respeito, moral e valores.