ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 10/10/2021
Em uma sociedade verdadeiramente ideal, todos os cidadãos viveriam em harmonia e seriam respeitados por quem são; contudo, essa não é a realidade encontrada no Brasil. Diversos indivíduos sofrem diariamente com a falta de empatia de uns com os outros, prejudicando o desenvolvimento das relações sociais. Situações que envolvem preconceito e desrespeito quanto religião, raça ou gênero se tornaram comuns e tratadas como “normais”. Sob esse viés, é preciso identificar essa circunstância como problema social e procurar alternativas de modificar tal realidade brasileira.
Primeiramente, analisa-se as causas e raízes do problema dentro da comunidade. Muitos brasileiros não possuem o costume de demostrar empatia uns com os outros frequentemente, pois tal atitude ocorre com mais frequência em períodos específicos como tragédias ou momentos como o Natal. Observa-se que a formação de qualquer vertente, seja conhecimento ou até sentimentos são consolidados a partir da educação e que segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais importante para mudar o mundo. Essa falha na sociedade e no sistema educacional deve ser analisada, pois é fundamental que esse aprendizado consigo e com outros cidadãos sejam estabelecidos, consequentemente será possível compartilhar e relacionar um sentimento sem que ele seja diminuido.
Além disso, a realidade dessa realidade no país apresenta diversas consequências na forma a qual os civis se comportam. No livro “O pequeno príncipe”, o protagonista divide diversos ensimamentos com o leitor os quais fazem com que ele reflita sobre as próprias atitudes e comportamentos. Em um desses conhecimentos abordados pelo príncipe, ele diz que amar não é olhar para o outro e sim com o outro; e sob tal perspectiva, observa-se que a empatia relaciona-se com vários outros sentimentos, assim como a falta dele interfere na relação da comunidade e pessoal. Hábitos que possam desenvolver a solidariedade e compaixão, para verdadeiramente enxergar e ajudar o próximo.
Percebe-se, portanto, a importância da empatia dentro de um grupo; logo, alternativas precisam ser implantadas em virtude de vínculos interpessoais estáveis e saudáveis, além do bem-estar público e pessoal. Dessa forma, cabe à sociedade em parceira com os órgãos da educação instalar atividades dentro e fora de um conjunto de pessoas para que elas possam compreender os sentimentos delas mesmas e do todo, assim como a matéria do Laboratório de Inteligência de Vida (LIV). Tais tarefas sendo usadas em espaços comuns, escolas, ambientes de trabalho e até nas residências, terá como resultado de convivências de relações positivas a curto prazo; pois só se é possível ter boas relações quando se está bem com os outros e consigo mesmo. Poder estar ao lado das pessoas vivendo o sentimento é um gesto de amor e de respeito, fortalencendo os laços sociais.