ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 07/10/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo alemão desenvolveu o Holocausto, para exterminar indivíduos que fugissem do estereótipo ariano: olhos claros, pele branca etc. Esse projeto fazia com que soldados tirassem pessoas de seus lares e as transportassem para campos de extermínio, ato esse desprovido de piedade e humanidade, pois, mesmo em meio a súplicas, eles continuavam impassíveis. A sociedade brasileira jamais experienciou tal feito, contudo, a falta de empatia também é presente em muitos. Isso se deve ao fato de que, foi-se ensinado às diferentes classes sociais a nunca pensar no outro, mas tentar progredir por conta própria. Além disso, muitos ignoram o próximo com facilidade, se concentrando em viver a própria vida e esquecendo de seu entorno.
Em primeiro plano, é comum ao brasileiro observar pessoas em situações difíceis e não sentir piedade por elas, já que escutaram muito dizeres como “cada um faz o seu e consegue sozinho”, que desumanizam a imagem dos indivíduos, até que não se perceba sua igualdade. Desse modo, não há comoção para auxiliar a ninguém, pois a prioridade é cuidar de si e nunca do outro, como a banda Engenheiros do Hawaii denuncia em sua canção “Terra de Gigantes”, em que dizem “Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes”. O conteúdo cantado significa que o dinheiro é muito mais amado do que a vida humana, ou seja, não há empatia ou amor pelo próximo nos habitantes do Brasil.
Em segundo plano, a falta de empatia do brasileiro é explicada pelo filósofo Zygmunt Bauman, que em seu conceito de “Cegueira Moral”, dizia que o ser humano só enxerga aquilo que deseja, ou seja, a mente dos indivíduos, de forma inconsciente, ignora as necessidades de outrem. Isso acontece, pois, ajudar o próximo não é uma prioridade da maioria das pessoas, mas sim um efeito colateral da vida em sociedade, logo, para que se enxergue alguém buscando auxílio, é preciso se interessar de forma consciente pela situação. Por isso, muitas vezes são noticiados casos em que alguém pede por socorro, porque apenas dessa maneira podem se fazer vistos e ouvidos de verdade.
Em suma, a falta de empatia do brasileiro em suas relações com outros humanos denuncia um condicionamento inconsciente, impulsionado por falas e ações ao seu redor. Para que isso mude, o Ministério da Educação precisa promover e garantir o debate sobre esse assunto, mostrando como ele é prejudicial e afeta a sociedade, em cada instituição de ensino, além de promover campanhas de instrução moral em televisões e redes sociais. Então, será possível alcançar pessoas de todas as idades e fazê-las entender a importância do amor ao próximo para o desenvolvimento do país e da humanidade. Assim, o Brasil será um lugar com cidadãos unidos e preocupados com o seu altruísmo.