ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Segundo a tese da modernidade líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, atualmente como relações sociais estão fragilizadas. Isso se deve ao modo de produção capitalista, que produz desigualdade social, fazendo com que os requisitos compitam entre si, e se preocupem mais com os seus próprios direitos em detrimento do bem-estar alheio. Dessa forma, surgem a intolerância, pois uma pessoa dificilmente se coloca no lugar da outra, e consequentemente o aumento da violência.
Sob essa perspectiva, observa-se que o capitalismo tem em seu bojo a disparidade social e econômica entre os seres humanos. Em uma sociedade na qual as pessoas estão sempre em busca do sucesso financeiro e pessoal quase inatingível, torna-se difícil parar por um momento para ouvir outro indivíduo e entender suas angústias. Sob o mesmo ponto de vista, o sociólogo Byung-Chul Han define essa situação como “sociedade do cansaço”, visto que as pessoas estão tão exaustas de correr atrás de um melhor desempenho que os outros desejamos, que acabam não enxergando o próximo. Um exemplo disso é a invisibilidade das pessoas em situação de rua frente a sintetização do dia a dia nas grandes cidades.
Ademais, essa desigualdade gera insegurança social. Conforme afirma o geográfo Milton Santos, a sociedade está dividida em duas classes sociais: a primeira, é formada pelas pessoas que não comem e a segunda pelos indivíduos que não dormem, com receio da revolução dos que não comem. Assim, a ausência do mínimo para a sobrevivência humana, como alimentação e habitação, por exemplo, ocasiona revoltas entre os indivíduos.
Portanto, faz-se necessário resolver o problema da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve fomentar ações de altruísmo nas escolas, por meio de palestras que debatam a importância desse sentimento na sociedade. Dessa maneira, os estudantes aprenderão desde cedo que a empatia é imprescindível para o convívio social, e a modernidade líquida de Zygmunt Bauman não existirá mais.