ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 09/10/2021

Na obra " Guernica", do pintor cubista Pablo Picasso, pode-se observar como a sobriedade das cores e a forte expressividade das imagens intensificam a mensagem da pintura, como por exemplo, a dor, o desespero e a morte, retratando como ações da humanidade interferem em seu próprio bem-estar. Assim como no contexto, e com o passar do tempo a sociedade se tornou mais imediatista e individualista em decorrência da ascenção tecnológica, tornando o convívio pessoal mais virtual e, então, aumentando a distância e apatia nas relações sociais. Logo, é necessário compreender como a transformação gerada pela modernidade interferiu nos relacionamentos e alterou padrões de aceitação social.                                                                                                                                                                                    É interessante, analisar-se, que a apatia social é um fato histórico no mundo, inclusive, no Brasil, que se intensificou com a nova configuração de dinamicidade, em consequência da modernidade das trocas de informações e conexões, sendo essas responsáveis por promover a rapidez e instabilidade das relações interpessoais. Ao tomar como base o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, e seu aprofundado estudo sobre a Modernidade Líquida, em que se referiu a formação social dos indivíduos emocionalmente instáveis em suas convivências diárias. Então, percebe-se como a busca por laços afetivos estão baseados em favorecimentos pessoais e temporários.                                               Da mesma maneira, observa-se, que ao mudar a percepção de valor atribuído, mediante a relacionamentos desenvolvidos tanto nas esferas públicas quanto nas privadas, alterou-se o padrão de comportamento de aceitação ao indivíduo em determinados grupos. Conforme dados da OMS, mais de 11 milhões de brasileiros possuem doenças psicoemocionais, como ansiedade e depressão, já que em grande parte dessas estátisticas , muitos jovens e adolescentes se façam presentes. Sendo assim, entende-se que a padronização imperativa e seletiva causa diversos transtornos, pelo fato de não se ter empatia pela autenticidade individual e contribuir negativamente para o sentido de pertencimento.              Portanto, é importante que na sociedade brasileira se consolide pautas voltadas a discussões e engajamento social para a superação da ausente prática empática no cotidiano do país. Logo, cabe ao governo, na Esfera Federal juntamente com os ministérios da Educação e Cidadania estabelecerem metas e planejamentos socioeducacionais, de modo que, mensalmente, as secretarias de educação estaduais promovam fóruns de incentivo e instrução nas escolas com debates sobre cidadania e papel social para pais, alunos, professores e equipes pedagógicas. Por meio de divulgação em redes socias, rádio, TV e portais de governo, a fim de melhorar a participaçaõ cívica e o bem-estar social. E assim, o contexto de “Guernica” seja distante da realidade de vida e esperança no cenário nacional brasileiro.