ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/10/2021
Segundo o filósofo australiano Roman Krznaric, a empatia é a “capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.” Diante desse contexto, o pensador mostra a importância da harmonia interpessoal para o bom funcionamento da sociedade. Portanto, no cenário atual brasileiro é evidente a falta desse sentimento nas relações socias no Brasil, conforme pode ser observado no número de casos de racismo e violênica contra a mulher. Desse modo, torna-se necessária a adoção de medidas pelo Governo Federal.
Em primeiro lugar, vale analisar a ausência de empatia expressa na quantidade de crimes de racismo. Esse complexo da superioridade de pessoas da cor branca é consequência do período da escravidão, onde as pessoas de cor preta eram tratadas como se fossem um único povo, cuja cultura era considerada “inferior”. Por isso eram obrigados a trabalhar em situações degradantes, vivendo de forma precária, sendo punidos com violência caso não cumprissem as ordens que lhes eram dadas. Essa indiferença racial pode ser vista na série americana “Todo Mundo Odeia o Chris”, onde Chris é o único afrodescendente no seu colégio e além de ser tratado com inferioridade, o menino apanha inúmeras vezes somente por ter a cor de pele preta. De maneira análoga ao seriado, casos de discriminação racial ocorrem diariamente no território Brasileiro, por pessoas que não tem empatia. Desse modo, é fundamental à mobilização de educadores e familiares para modificar pensamentos e atitudes racistas.
Em segundo lugar, cabe avaliar, também a falta de empatia retratada nos casos de violência contra a mulher. Segundo o jornal CNN Brasil, Pelo menos cinco mulheres foram assassinadas ou vítimas de violência por dia em 2021 e cinco estados brasileiros registraram, juntos, 449 casos de feminicídio em 2019. Diante disso, os dados mostram que elas sofrem diariamente com a violência dos homens, por eles terem um pensamento misógeno e achar que são donos do corpo delas. Portanto, torna-se fundamental a mediação dos governantes e da polícia para garantir a segurança das mulheres.
Portanto, é dever das escolas, por meio de parcerias com a família dos estudantes estabelecer um horário para dialogar sobre a estruturação do pensamento racista na sociedade, mostrando a sua origem e as consequências advindas do período da escravidão. Para criar homens mais simpáticos e, consequentemente, diminuir o número de casos de racismo. Além disso, o Ministério da Cidadania, por meio de investimentos governamentais, deve melhorar as delegacias de polícia, usando o capital fornecido para promover rondas periódicas com intuito de assegurar segurança das mulheres. Dessa forma, haverá uma sociedade mais empática e com a capacidade de sentir a dor do outro como alega o pensador australiano Roman Krznaric.