ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 11/10/2021

“Modernidade líquida“, conceito do renomado sociólogo Bauman, significa um momento em que as relações artificiais e efêmeras reafirmam o individualismo social. Portanto, no Brasil, a falta de empatia mantém estreita relação com modelo de vida adotado no século. Sendo assim, a convivência em sociedade torna-se mais conflituosa, pois a atuação ainda presente do preconceito regional e da inabilidade estatal, referente a atitudes voluntárias, refletem, lamentavelmente, essa realidade egoísta.

Primeiramente, o preconceito inter-regional expressa a falta de empatia, visto que simboliza o desrespeito às diferenças culturais. Para exemplificar, no BBB 21, uma das participantes, Juliette, sofreu diversos ataques por ser nordestina e possuir um sotaque característico. A partir dessa situação, a jogadora sentiu, infelizmente, a exclusão e a falta de empatia do restante do elenco. Isso ocorreu porque a origem do estranhamento de grupos do Nordeste, por exemplo, iniciou-se com a concentração de riquezas capitais do sudeste brasileiro, a qual ofereceu um status de maior relevância, e mantém-se devido à falha educacional, pois os indivíduos são formados em lógicas objetivas e individuais que dificultam o entendimento respeitoso da complexidade presente na diversidade.

Outrossim, o destaque dado ao trabalho voluntário pelo atual governo é muito pequeno comparado com a enorme necessidade apresentada pelo setor popular. Portanto, ainda que o projeto “Pátria voluntária” represente um maior reconhecimento governamental da nobre atividade do voluntariado, não possui uma participação consideravelmente ativa, devido ao pouco incentivo e à baixa divulgação dessa tarefa ofertada à sociedade. Com isso, o referido projeto, o qual possui ínfimas relações com a relevante conduta empática, promove melhores condições de vida à população, atuando na distribuição de itens de higiene, alimentação e medicamentos. Esse tipo de ação é importante para a manutenção do bem-estar coletivo.

Ante o exposto, cabe ao Ministério da educação mitigar o preconceito regional, mediante palestras regulares nas escolas, de modo que os profissionais contratados para efetivar os debates relatem a importância do respeito nas relações humanas, a fim de promover a empatia na sociedade nacional. Ademais, é dever da mídia divulgar ações voluntárias, para ,gradualmente, expandir a rede de apoio comunitária.