ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 06/10/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Nazismo, regime totalitário alemão, promoveu diversas ações desumanas contra outras etnias. Ao decorrer do tempo, no mundo contemporâneo brasileiro, as práticas de intolerância ainda são uma realidade na sociedade. Desse modo, faz-se pertinente analisar que a falta de uma educação multifacetada e a banalização das interações são fatores que maximizam a escassez de empatia nas relações humanas.
A princípio, nota-se que o processo educativo com pluralidade cultural possui relevância no desenvolvimento da tolerância entre os cidadãos. Isso se deve ao poder da educação na formação ética e moral dos indivíduos. No entanto, consoante o educador Paulo Freire, a formação pedagógica está baseada na “Teoria da passividade e da repetição”, na qual o meio escolar prioriza os aspectos intelectuais em detrimento dos sociais. Em decorrência disso, os prismas da empatia nas interações são desprezados por grande parcela das instituições de ensino. Dessa forma, é de grande notoriedade que os vetores pedagógicos reconheçam o seu papel na humanização da sociedade brasileira.
Sob outra perspectiva, é válido reconhecer que a normalização de ações desrespeitosas dificulta a implantação de práticas empáticas entre os indivíduos. De acordo com a filósofa Hannah Arendt, os cidadãos vivenciam um processo denominado “Banalização do Mal”, no qual os hábitos intolerantes são frutos de uma alienação social ao longo do tempo. É por essa razão que a sociedade brasileira, desde os primórdios, elitista, preconceituosa e misógena, continua com a manutenção dessas esferas desumanas nos dias atuais. Assim, fica evidente a necessidade de dilaceração dessa coerção vindoura do Processo Colonial para que haja a atenuação de relações sociais com empatia escassa.
Portanto, é de suma importância a realização de medidas que promovam a humanização na sociedade brasileira. Logo, o Governo Federal, em parceria com o Ministério de Educação, devem promover métodos de ensino com pluralidade cultural, por meio da inserção de palestras com representantes de diversas etnias e classes na grade curricular, a fim de que os discentes possam conhecer e respeitar cada grupo social. Sendo assim, futuramente, o Brasil será repleto de ações empáticas, destinguindo-se da desumanização Nazista da Segunda Guerra Mundial.