ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 06/10/2021

Segundo a socióloga Hannah Arendt em sua teoria da “banalização do mal”, é retratado a questão da Alemanha nazista, na qual os soldados praticavam atrocidades com pessoas de credo, posicionamentos e gêneros diferentes daqueles ditos como ideais pelo regime. Assim, ela analisou que houve uma banalização desses atos terríveis que tornaram as pessoas sem empatia com os que sofriam essas práticas. na contemporaniedade, a falta empatia social persiste em vários casos como ocorre no Brasil, o qual é um país fortemente excludente e violenta com minorias. A partir desse contexto, é válido destacar a questão dos discursos dominantes que auxiliam a manutenção da apátia social, bem como a o modelo social capitalista que gera uma individualização.

Em primeira análise, é indubitavel que existem discusos que  dominam e maximizam essa falta de empatia pelos brsileiros. Nesse viés, de acordo com filósofo Pierre Bourdie, em sua teoria " Violência Simbólica", nas sociedades existem falas que ditam padrões e normas estabelecidas como ideais na sociedade. Dessa forma, é identificado na sociedade brasileira esses discursos hegemônicos quer ajudam a banalizar a falta de empatia como , por exemplo, o discurso da mertocracia, bastante em evidência na atualidade. Logo, esses discurso que fala que qualquer um pode conseguir o que deseja, que basta apenas trabalhar, leva a generalização de que as pessoas que não possuem sucesso foi porque não quiseram, podendo ser excluidas da sociedade, pois foram escolhas delas.

Em segunda análise, é preciso entender a lógica capitalista que produz indivíduos que buscam sua causa particular sem se preocupar com o outro. Nesse sentido, o antropólogo Bauman, com a sua teoria “Modernidade Líquida”, fala que na atual sociedade capitalista o indivíduo apenas preocupa com si e se relaciona de maneira superficíal com os outros buscando apenas vantagens nessse relacionamento. Dessa maneira, as pessoas estão apenas olhando pra si e esquecendodo seu papel social de agir com empatia com os mais necessitados para uma sociedade mais inclusiva e não excludente como essa atual.

Em suma é necessário a criação de políticas públicas que visem a criação de empatia na sociedade brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Educação conscientizar a população sobre a necessidade de ter empatia com o próximo, por meio de palestras nos centros educacionais aberto a público, com professores de sociologia, filosofia, para que explique os moelos sociais e explique os benefícios de ações de empatia para a sociedade. Além disso, o Ministério da Cidadania conscientizar através de propagandas que estimulem as práticas empáticas na sociedade, para que assim mais pessoas ajudem umas as outras. Assim, tranformando o país com mais empatia e inclusivo